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sábado, 1 de outubro de 2022

Punidos e mal pagos. A Justiça Penal e nossos órgãos de execução.

Nilo Batista torna público nos anos 1990, por meio de seus artigos públicos em jornais, problemas que habitualmente estavam sob o domínio fechado na discussão entre juristas: direitos humanos, violência, drogas, pena de morte, garantias individuais, democratização do Judiciário, segurança pública e outros.

De fato, a par da exposição, justifica-se o título. São os mais pobres, os desfavorecidos economicamente, os negros, as mulheres, todos estes são os que sofrem a opressão do aparelho burocrático policial-judiciário.

Mas o autor nos traz dados e informações bastante sólidas para embasar suas assertivas. Exemplos ilustrativos são citados em todos os casos, tal como na pena de morte, por exemplo: deixa demonstrado que a pena de morte não é eficaz. O desejo de justiçamento é pregado por políticos oportunistas, que na sua boa parte são os verdadeiros criminosos; também pela mídia e a imprensa, que aumenta sua audiência aproveitando-se da sensação de insegurança da população e determinando, na prática, o resultado de um julgamento.

Nilo Batista nos expõe um Judiciário e uma Justiça punitivista. A despeito de tratar especialmente da justiça penal, não deixa de evidenciar a profunda distorção da Justiça como um todo. Até mesmo o caso do Césio em Goiânia foi objeto de sua crítica (Um réquiem para Leide). Quem incriminar? Quem afinal restou incriminado? Os órgãos fiscalizadores atuaram como se deveria?

Ao final, cabe uma pergunta: o Judiciário é “reformável”? Ele é passível de se tornar “democrático”? Ou apenas acompanha nosso modelo político formalmente democrático?

 

SUMÁRIO

Nota prévia 11

Apresentação 13

 

SOBRE A PENA DE MORTE [ou: ela já existe e é para o pobre]

A mídia da morte em horário gratuito 13

Pena de morte 18

O cardápio da morte 20

 

CAPITALISMO E SISTEMA PENAL

Punidos e mal pagos 35

O aprendizado da violência 39

Onde está a corrupção? O gato comeu? 44

 

SAÚDE E JUSTIÇA [ou: o pobre morre nos hospitais]

Genocídio hospitalar 47

Um réquiem para Leide 52 [ou: de quem é a culpa para o Caso do césio radioativo em Goiânia]

AIDS e direitos humanos 55

 

O PROBLEMA DAS DROGAS [ou: a repressão é em cima do pobre drogado]

Drogas e drogas 59

A sentença como exorcismo 62

Tráfico e abuso de drogas 67

 

JUDICIÁRIO E DEMOCRACIA

O poder judiciário: independência e democratização 71

Quem tem medo da lei Fleury? 81

Voltando aos bons tempos 86

 

DUAS PERDAS PARA OS DIREITOS HUMANOS

Recordação de Hélio Pellegrino 91

Memória de Heleno 94

 

AUTORITARISMO E SISTEMA PENAL

Tanques ou tribunais 101

A memória vã 104

Tortura nunca mais – ou para sempre?

107

A lógica de Iago 112

O asilo inviolável 114

“Sem documentos? Teje preso!” 116

Pequeno ritual de degradação 118

 

A QUESTÃO PENITENCIÁRIA

Alternativas à prisão no Brasil 123

Reforma penitenciária à francesa 130

 

LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DIREITO PENAL

Comunicação e crime 133

Lei de Censura e lei de Imprensa 139

Repressão a favor da arte 142

 

VIOLÊNCIA E POLÍCIA

Morte criminal no Rio de Janeiro 147

O grande facínora 152

O bandido é o Estado 158

Futebol e violência 160

Lar, doce lar 163

Criminalidade e favelas 167

Trocando em miúdos 170

 

ADVOCACIA

De volta ao lar 177

Advogados demais? 180

O julgamento da advocacia 182

 

Índice alfabético-remissivo de assuntos 189

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